Hipertensão Arterial


O coração bombeia o sangue através das artérias para todos os órgãos do corpo, e ao fazer isso, ele o “empurra” contra as paredes dos vasos, gerando uma pressão que é chamada de PRESSÃO ARTERIAL. A pressão gerada pela propulsão do sangue é chamada de SISTÓLICA, e a decorrente do impacto do sangue na parede das artérias é chamada de DIASTÓLICA.

Quando as medições destas pressões excedem de maneira habitual os níveis de 140 mmHg a sistólica e/ou 90mmHg a diastólica, está diagnosticada a HIPERTENSÃO ARTERIAL , que, quando mantida por longos períodos sem o controle adequado, pode levar a lesões em diferentes órgãos, como o cérebro, os rins, a retina e o próprio coração, comprometendo seu adequado funcionamento.

Os sintomas mais freqüentes nos hipertensos são dores de cabeça, tonturas, zumbidos nos ouvidos, náuseas, cansaço físico, falta de ar, dores no peito, formigamento nas mãos, mas diversas pessoas apresentam elevações da pressão arterial sem que haja a presença destes sintomas.

A oscilação da pressão arterial é aceitável, dependendo de algumas situações como dor, durante a prática de exercícios físicos, estados emocionais exacerbados, durante o sono ou situações de relaxamento.

Existem, porém, alguns fatores que podem interferir de modo mais preocupante nos níveis de pressão, a saber:

• História Familiar: é mais provável que uma pessoa desenvolva hipertensão arterial se houver casos de parentes próximos hipertensos;

• Idade: a incidência de hipertensão arterial é maior acima dos 35 anos de idade;

• Etnia: é maior a ocorrência de hipertensão arterial nos indivíduos da raça negra;

• Obesidade: pessoas com excesso de peso em relação à sua altura são candidatos ao desenvolvimento de hipertensão arterial;

• Tabagismo: a incidência de hipertensão arterial é inquestionavelmente maior dentre os fumantes;

• Diabetes: a associação de hipertensão arterial ao diabetes é muito freqüente e aumenta muito o risco de surgirem doenças renais e circulatórias, como infarto, derrame cerebral, insuficiência renal, por exemplo;

• Abuso do Álcool: o consumo habitual e desregrado de qualquer tipo de bebida alcoólica pode levar ao aumento dos níveis da pressão arterial;

• Sedentarismo: a falta da prática regular de exercícios físicos e de atividades de lazer é um fator inquestionável para o surgimento de hipertensão arterial.

A única maneira de se assegurar da normalidade da sua pressão arterial é criar o hábito de medi-la em Postos de Saúde, consultas médicas, ou mesmo em medidas domiciliares, desde que com aparelho adequadamente calibrado e nas mãos de um medidor corretamente treinado, sendo recomendada sua medida a cada 6 meses
 


 
  Dr.Murilo de Figueiredo Ebert